Condomínio Quartier Montreal

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Foi iniciado de maneira emergencial para uma verificação de pilares e foi constatado que os pilares tinham flambagem nas ferragens, trincas aparentes e percolação de cloro nas pastilhas que revestiam os pilares. As contaminações devido a ação do cloro na estrutura eram oriundas do uso desta substância na lavagem da fachada feita pelos funcionários do condomínio.

Uma vez iniciada a contaminação do concreto pelo cloro, há o começo do processo de corrosão sem o oxigênio, pois o cloro promove o desequilíbrio químico e eletrolítico entre o aço e o concreto. Há então a transformação do concreto em ácido, alterando seu PH ideal (alcalino) gerando desta maneira a depassivação da armadura ocasionando em uma série de oxidações na estrutura.

O cloro, mesmo participando deste desequilíbrio entre o concreto e o aço, ele não se dissipa, e passa a percorrer ao longo de toda a estrutura buscando locais onde haja facilidade de continuar seu desequilíbrio eletrolítico.
O condomínio é dividido em 3 blocos de 22 andares. 18 pavimento tipo, 1 PUC, 3 pavimentos de garagem. E nessa conjuntura foram detectados 53 pilares com problemas estruturais, onde praticamente todos tiveram de adicionar armadura, com o critério de verificar a sessão original do concreto e passar esta para a sessão de reforço.

A deterioração era tão grande que era impossível haver apicoamento dos pilares no geral, havendo primeiramente a remoção das regiões onde havia desplacamento do concreto que se encontrava solto. Após esta primeira etapa, houve aplicação de proteção catódica nos ferros existentes, após seu lixamento e então foi adicionada a armadura (estribo e armadura principal) que foi conectada a parte saudável do concreto na região. Por fim, após o tratamento foram concebidas formas nos pilares que foram então concretados.

Neste mesmo período, foi apurado que as juntas de dilatação do pavimento playground estavam com problemas que ocasionavam na infiltração de água, formando verdadeiras cachoeiras nos andares de garagens localizados abaixo do playground até o subsolo.

Foi feito um sistema de impermeabilização com manta sendo ancorada em um concreto novo dessas e finalizou o processo recolocando as novas juntas de dilatação. A área de impermeabilização foi limitada às 4 juntas no total com 35 metros de comprimento cada referentes aos 3 blocos presentes. As jardineiras locais que figuravam uma grande parcela de infiltração foram tampadas com concreto e deixaram de existir. Tais ações resultaram em uma estanqueidade nessas áreas, porém, por consequência dos anos de infiltração no local, as vigas de sustentação do playground estavam completamente comprometidas em função da oxidação da armadura.

A oxidação nesse caso não se deu por conta do ataque de cloro como aconteceu com os pilares dos prédios, mas sim por oxidação convencional. A perda da seção de aço foi considerável (mais de 25%), necessitando assim de um projeto de reforço com adição de estribo e ferragem principal. As vigas foram prontamente escoradas e então aplicado o concreto projetado com fck de 50 mPa.

A impermeabilização das lajes expostas é uma das principais chagas do condomínio, pois a manta original, aplicada a mais de 35 anos já perdeu sua funcionalidade devido a sua vida útil (geralmente 15 anos) que é catalisada pela permeabilidade promovida pelo piso de pedra portuguesa. As ações até então foram feitas para dar uma sobrevida a estrutura dos pavimentos de suporte do condomínio.

Após o isolamento pontual das áreas citadas, a empresa começou a atuar no reforço estrutural das 228 varandas. O recobrimento original da armadura não contemplava a espessura exigida por norma (NBR6118) de 2,5cm, sendo encontrados nas varandas espessuras de cerca de 1 cm que ocasionavam em rachaduras, trincas e desplacamentos promovidos pela ação do tempo nestas áreas. Tais patologias acarretavam na penetração da água de chuva na armadura, enfraquecendo a estrutura das varandas devido a oxidação.

Etapas e processos da obra:
1) Reforço estrutural de 53 pilares dos 3 blocos, com aumento da seção original dos pilares por conta das patologias adicionais pelos cloretos provenientes de produtos de limpeza aplicados nos revestimentos dos mesmos.
1.1) Tratamento das 4 juntas de dilatações com aplicação limitada de manta nas mesmas com o intuito de veda-las. Sem esse tratamento, na época de chuvas os pavimentos das garagens, nesses locais, pareciam cachoeiras
2) Após o tratamento explicitado acima, executamos reforço estruturais com concreto projetado com adição de armaduras nas vigas da garagem G1, das Juntas de dilatações dos 3 blocos.
2.1) Recuperação estrutural pontual das lajes de teto da garagem G1 com concreto projetado
3) Reforço estrutural das 228 varandas dos 3 blocos com concreto projetado.
As varandas iniciais apresentavam anomalias estruturais por conta da falta de recobrimento conforme preconiza a NBR 6118 e, com isso promovendo vários desplacamentos de concreto em virtude das oxidações das armaduras.
3.1) Remoção das placas de concreto soltas, apicoamento de todas as superfícies para promoção de aderência do concreto antigo com o novo; tratamento das armaduras com proteção catódica; fixação de telas de aço com chumbadores químicos nas varandas; aplicação de ponte de aderência projetada com pedra 0; aplicação de argamassa especial com adição de fibra de polipropileno e outros para camada final e por último aplicação de tinta acrílica

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